Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual do Centro-Oeste - PR


 

Notícias
 

Clínica Médica e Psicológica de Trânsito já está em funcionamento, em Guarapuava

27/4/2010

A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Unicentro (FAU) iniciou na segunda-feira, 26 de abril, as atividades da Clínica Médica e Psicológica de Trânsito em Guarapuava. A unidade está localizada em frente à Praça Cleve, na rua Senador Pinheiro Machado,1455.

Nos próximos dias, clínica semelhante deve começar a prestar atendimento na cidade de Irati. As clínicas realizam os exames aos pretendentes à obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação – CNH. Desde outubro de 2009, está em funcionamento uma clínica da FAU na cidade de Ponta Grossa.

Fonte: Unicentro

 

Reitores apostam em empreendedorismo para inovar

15/04/10

Para dirigente, empreendedorismo é a mola propulsora da inovação

O empreendedorismo ganhou destaque no segundo painel de debates do I Encontro de Reitores Universia 2010. Segundo Marcelo Fernandes de Aquino, reitor da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), o primeiro passo para as instituições que querem investir em inovação é conhecer a definição do termo empreendedorismo, que, na opinião dele, virou modismo no século XXI. Com a temática Inovação e Transferência do Conhecimento, o evento foi realizado na última terça-feira, 6 de abril, em São Paulo, e reuniu representantes de 24 instituições de Ensino Superior brasileiras.

"O empreendedorismo é a mola propulsora da inovação", resumiu Aquino. "Enquanto invenção está relacionada à criação de uma nova solução, a inovação refere-se a produtos novos e tecnicamente sustentáveis", comparou ele. Paulo Ignácio Fonseca de Almeida, diretor executivo da FAI-UFCar (Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos), acrescentou que diferentemente do que muitos acreditam, a inovação não se restringe à área tecnológica. De acordo com ele, o processo precisa ser estimulado em todos os segmentos do conhecimento. "A motivação deve ser abrangente e envolver a comunidade acadêmica como um todo", defende ele.

Aquino também ressalta a importância da transformação das instituições de ensino em universidades empreendedoras. "Se antes agregar atividades empreendedoras isoladamente no processo de aprendizagem era suficiente, hoje exige-se que o conhecimento esteja agregado tanto no ensino, como na pesquisa e na extensão", diz o reitor.

Mas apesar de o empreendedorismo ter sido destacado diversas vezes durante os debates, Roberto de Alencar Lotufo, diretor executivo da Inova - agência de inovação da Unicamp (Universidade de Campinas), afirmou que o processo de inovação, no entanto, não pode ser desenvolvido isoladamente. De acordo com ele, essa cooperação é favorecida inclusive pela Lei de Inovação. "É a primeira lei que aborda a interação entre a universidade e a empresa, que prevê a existência de agentes de interface dentro do campus acadêmico", disse Lotufo. Ele acredita no potencial das patentes para a atratividade de investimentos privados.

Nesse sentido, Aquino acrescentou que sua sugestão é o modelo Hélice Tríplice. "Que envolve a participação da academia, da empresa e do governo", resumiu ele. Os elos dessas cooperações, segundo o reitor, são as empresas juniores, as incubadoras de empresas e os Parques tecnológicos.

 

Falta de inovação afasta IES de empresas, diz dirigente

15/04/10

Tema é debatido em Encontro de Reitores Universia 2010

A falta de cultura em inovação no Brasil emperraria a parceria entre universidade e empresa. É o que apontou Carlos Alexandre Netto, reitor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), durante o I Encontro de Reitores Universia 2010, realizado na tarde desta terça-feira, 6 de abril, em São Paulo. Netto disse ainda que a ausência dessa tradição em inovação dentro e fora do campus universitário distancia ainda mais as universidades das empresas.

"De um lado temos a universidade, capaz de gerar conhecimento. Do outro, as empresas, responsáveis por transformar ciência em inovação. Mundos distantes, porém, complementares para o desenvolvimento sustentável de qualquer país", disse Netto. Ana Dayse Resende Dorea, reitora da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), acredita que além da questão cultural, também haja deficiência de comunicação interinstitucional, fragilidade dos mecanismos de formação de estímulo à competitividade e lacunas no sistema educacional brasileiro. Todos entraves à cooperação acadêmica e empresarial. "As pesquisas desenvolvidas na universidade nem sempre estão relacionadas às demandas do mercado. Há ainda uma carência na formação de recursos humanos em setores considerados estratégicos", afirmou ela.

De acordo com Ana Dayse, 76,7% das pesquisas brasileiras são atualmente realizadas nas Instituições de Ensino Superior. "A participação das empresas no processo de inovação do País ainda é muito pequeno. O setor é responsável apenas por 19,8% do que é produzido", declarou ela, que apontou tal quadro como o responsável pela restrição à atuação empresarial em busca de competitividade a compra de pacotes tecnológicos.

Segundo Netto, embora o País se destaque na publicação de artigos científicos, ainda é carente na transformação de conhecimentos em produtos e serviços a partir do registro de patentes. "O sucesso da pós-graduação brasileira e da produtividade científica, porém, comprova a potencialidade do Brasil em se tornar inovador", destacou o reitor da UFRGS. Na opinião dele, a inovação se constrói a partir da excelência acadêmica, do suporte de pesquisas básicas e da interação da universidade com a empresa.

Pelos dados oficiais, em 2009, o Brasil investiu 1,09% do PIB (Produto Interno Bruto) em pesquisa e desenvolvimento. "Índice similar ao adotado pela Itália e superior ao da Rússia e Argentina", comparou Ana Dayse, que se demonstrou otimista com o montante. "Cerca de 54% das pesquisas são financiadas pelo governo e 43,9%, por empresas. Ainda que em menor proporção, é possível comemorar a participação do setor privado no desenvolvimento científico e tecnológico do País", disse reitora.

Netto acredita que a inovação no Brasil tem sido estimulada a partir dos mecanismos de indução do governo federal e das agências de fomento, pela Lei de Inovação e, principalmente, pela maior articulação entre academia e setor empresarial. "Ainda sim, são apenas os primeiros passos. Mas que para avançá-los, é necessário o desenvolvimento da cultura de inovação na universidade e na empresa", sugere ele.

Ana Dayse crê que os avanços do cenário brasileiro estão na sensibilização de ambientes institucionais, empresariais, da mídia e do governo. Ela defende a criação da figura de um agente de interação, que atue como um elo entre organismos públicos, empresas e universidades. A reitora da UFAL cita o portal Innoversia - criado para vincular as necessidades de inovação tecnológica das empresas às capacidade dos pesquisadores iberoamericanos - como exemplo desse interlocutor.

Ricardo Fasti, diretor-geral do Universia Brasil declarou que o objetivo do Innoversia é se combinar com os objetivos do próprio portal Universia. "E o papel do Universia é facilitar a internacionalização e o apoio institucional, além de criar uma rede de oportunidades à comunidade acadêmica", resumiu Fasti. "Pretendemos estimular o desenvolvimento tecnológico numa região carente de inovação e assegurar a sustentabilidade da Ibero-América", acrescentou ele.

 


 


 

 

 

 
   

 

 
   

 

 
   
   
   
 
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